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domingo, 7 de novembro de 2010

Centro Municipal de Educação Adamastor - Multiplicidade

Vista externa do Centro Municipal de Educação Adamastor


         O Centro Municipal de Educação Adamastor, localizado em Guarulhos – SP, foi projetado pelo arquiteto Ruy Ohtake e inaugurado em 2003. 
         O centro voltado para a educação e cultura tem quase 8 mil metros quadrados, é composto por um edifício contemporâneo, situado no sentido perpendicular e um antigo paralelo a rua. O edifício contemporâneo possui planta elíptica e as fachadas envidraçadas que se unem nas extremidades. Contém três pavimentos, com o térreo em pilotis. Nele estão instalados gabinetes das secretarias municipais da Cultura e da Educação e setores administrativos do centro.
Edifício Contemporâneo
O edifício antigo, no qual funcionava uma fábrica têxtil até a década de 1980, o arquiteto Ruy Ohtake fez algumas intervenções, apesar da fachada e da chaminé serem tombadas pelo município. No seu interior criou três auditórios numa das laterais e quatro salas menores, na outra a biblioteca. Entre as duas alas fez um pátio de convivência para interligar todo o conjunto. Foi feita uma ampliação em uma das cabeceiras, onde foi implantado o teatro, ela descaracteriza a edificação original, principalmente por sua pintura preta. Neste antigo edifício estão instaladas: salas de aulas reuniões, teatro, auditório para curso e treinamentos, biblioteca, pátio de eventos, exposições e oficinas de arte, com capacidade para 700 pessoas. Atraindo assim, um público diversificado.

Intervenções externas do antigo edifício













Intervenções internas do antigo edifício

  

                                        






Intervenções internas do antigo edifício




Intervenções internas do antigo edifício

Em “Seis Propostas para o Próximo Milênio”, Italo Calvino nos deixa esclarecido a presença da convergência na multiplicidade, quando cita: “relações infinitas, passadas e futuras, reais ou possíveis, que para elas convergem”, o que pode ser facilmente percebido na obra de Ohtake.
O Centro Municipal de Educação Adamastor caracteriza-se como múltiplo por abrigar diversas funções nos edifícios e por relacionar o passado com o futuro, a chaminé e a fachada tombadas e o edifício contemporâneo, preserva a figura histórica e afetiva da cidade e ao mesmo tempo, abrindo portas para o novo. O próprio Ohtake faz uma análise muito semelhante à de Calvino: “Procurei fazer com que a curva do vidro estabelecesse um contraponto às três águas do telhado da fábrica, num diálogo que chamo de convergência entre o antigo e o contemporâneo”, analisa Ohtake. O novo edifício juntamente com o outro ao qual foram feitas algumas intervenções fazem parte de um todo de uma forma heterogênea.

BIBLIOGRAFIA:
CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o novo milênio: lições americanas. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1990. 141p.

Arco Web - Disponível em:
Revista de Guarulhos – Disponível em:
Sky Scraper City – Disponível em:

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

BEATRIZ

                                                 Alteração da Easy Chair

        Por causa de seu formato podíamos criar toda uma linha Easy, como: estantes, racks, armários, penteadeiras, sapateiras, cadeiras, etc.    
        Depois de criarmos vários objetos optamos por uma estante que atendesse as necessidades de Beatriz. Ela necessitava de um móvel o qual pudesse guardar seus materiais de faculdade, fotografia e outros objetos pessoais.  
     





Sem perder o desenho de suas laterais conseguimos multiplicar a Easy Chair tanto na vertical quanto na horizontal e criamos uma estante.





                                                                                   Imagem: Lateral da estante




Acrescentamos vidros ao objeto criando um interessante jogo de cores, levemente deslocados com a ajuda de trilhos de ferro.








Imagem: Vista frontal da estante

BEATRIZ - EASY CHAIR

Em 1934 Rietveld lançou a cadeira Easy Chair ( Cadeira Fácil), “easy” no formato, na      construção e nos matérias utilizados. A popularidade da Easy Chair foi rapidamente atingida, pois qualquer pessoa estava apta a montá-la e também devido ao seu baixo preço. Sua praticidade tornou-se evidente à medida em que se ganhava novos ornamentos, formatos, cores e materiais sem perder a originalidade e simplicidade descrita em seu próprio nome. Rietveld reaproveitou madeiras para construir a easy.


Foto: Easy Chair
by: Amanda, Carolina, Dheyne e Márcia.


Montagem: Com as madeiras devidamente cortadas
foi muito simples encontrar os pontos de encaixe
entre suas peças. Furar e parafusar, também não se
tornou um obstáculo devido a fácil leitura de seu desenho.
Assim como Rietveld, nós reaproveitamos algumas madeiras.
Conseguimentos alguns pedaços os quais seriam jogados fora,
na marcenaria da PUC.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Beatriz Paiva


      Beatriz precisava de um espaço onde pudesse realizar suas atividades diárias, tanto escolares, quanto profissionais. Mas a disposição do apartamento não lhe dava conforto suficiente para isto, devido ao tamanho
      Com pequenas intervenções realizadas nos ambientes, conseguiu criar um espaço multifuncional, para durante o dia estudar e editar suas fotos e a noite repousar.
      Para isto, abusou de sua criatividade para aplicar no duplex o seu jeito moderninho de ser, fazendo algumas reformas e utilizando móveis mais arrojados.

Beatriz Paiva


      Nascida no Espírito Santo, Guaraparí, veio para Belo Horizonte com o intuito de estudar publicidade, após ser aprovada na Universidade Federal de Minas Gerais. Mudou-se para um apartamento no edifício JK, o qual herdou de seu avô paterno.
     O semi-duplex, localizado no 22º andar, do bloco A, proporciona uma vista panorâmica da cidade e da Serra Curral. Apesar do tamanho, ela conseguiu adaptar o apartamento para as suas atividades. Para complementar a sua renda fornecida mensalmente pelos pais, transformou seu hobby, fotografia, em profissão.

Beatriz Paiva


Conjunto JK 


          Em meio ao caos, barulho de automóveis, pessoas e mais pessoas correndo, andando e trabalhando no centro da cidade de Belo Horizonte encontramos outra cidade. Uma cidade dentro de outra cidade? Seria impossível no ponto de vista comum da sociedade pós-guerra. Os primeiros passos para construção de edifícios modernos não ficou somente na França, o conceito de liberdade arquitetônica impulsionada pelas idéias Le corbusieanas chegaram a Belo Horizonte antes mesmo de nascer Brasília. “Uma Cidade Num Edifício”, essa foi à frase que conseguiu traduzir o edifício e a vida de seus habitantes.
       Projetado por Oscar Niemeyer em 1952 recebeu o nome do então governador Juscelino Kubitschek.  Seu desenho causa impacto entre os prédios existentes, sua altura nada convencional e suas grandes janelas ajudam a criar belíssimas molduras da grande BH, entre suas finas paredes encontramos cerca de cinco mil pessoas. São 1.086 apartamento, que apesar de terem as mesmas formas conseguem ganhar um ambiente que nos ajuda a identificar as características de seus moradores.