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sábado, 6 de novembro de 2010

Ana Clara Cardoso Teixeira

Multiplicidade

            Para exemplificar o conceito de multiplicidade exposto por Ítalo Calvino em “Seis Propostas para o próximo Milênio”, analisarei três obras arquitetônicas que estão relacionadas ao conceito-tema. Em seu texto, Calvino expõe várias características de multiplicidade que esperava para o próximo milênio, uma delas é a presença de vários elementos heterogêneos que levam à determinação de um objeto único.





            Contrariando o que defendem os deconstrutivistas, a Casa sobre o Lago Sag (House on Sag Pond, Sagaponack, Long Island, New York  1990-1994), de Diana Agrest e Mário Gandelsonas feita em 1994 em Long Island, Nova Iorque apresenta formas bem regulares e facilmente identificáveis. É formada por um espaço central habitável de forma retangular que é rodeado por seis torres ligadas por passagens. Em cada uma dessas torres desenvolvem-se atividades diferentes como escritório, lazer, descanso e etc.





            A composição da casa reforça a idéia de Calvino de que elementos heterogêneos (pois cada torre tem um formato e um uso diferenciados) juntos determinam uma unicidade que se expressa nesse exemplo pelo espaço habitável que é interligado às torres por passagens.





   
                                                                              


            




       






        












         Ainda associando obras arquitetônicas ao conceito que Calvino estabelece de multiplicidade, me deparei com um edifico de Peter Eisenman que, assim como Calvino fez em seu livro, incita cada sujeito a reconceitualizar a arquitetura em cada uma de suas obras.




            A obra que mais se relaciona à multiplicidade é a Max Reinhardt Haus, proposta para Berlim na Alemanha, projetada em 1994 e ainda não executada. Interessou-me bastante a descrição que o próprio arquiteto faz de sua obra, quando diz que o edifício, apesar de se diferenciar totalmente da paisagem e se ‘fechar’ em torno de si mesmo num movimento de rotação em torno de seu eixo, se abriria para s várias referências e relações da cidade.
           



            Essa descrição da obra nos remete muito ao conceito de rede de relações e de fatos mutuamente interligados exposto por Calvino quando o mesmo trata da multiplicidade. Calvino cita também em seu texto a multiplicidade expressa em sistemas de sistemas, em entidades completas em si mesmas que formam um todo também completo.

    





            













         Saindo um pouco do ocidente, encontrei num edifício administrativo nas imediações de Tóquio de Hiroshi Hara, um exemplo claro da idéia de sistemas de sistemas.





                                                                                                                  









         Edifício projetado para a empresa têxtil Yamato, o Yamato International Building de 1987 faz-nos lembrar de aldeias dos rochedos das ilhas gregas, com sua disposição hierarquicamente dispostas pela declividade e sua cor alcandorada. Ele caracteriza-se por ser um edifício administrativo, dividido em partes de escritórios e em partes de armazéns, que configura-se como uma cidade (um sistema completo) – com ruas, praças e avenidas – dentro da cidade(um sistema também completo).
           



Referências e Fontes:
CALVINO, Ítalo. Seis Propostas para o próximo Milênio: Lições americanas. 3. ed. São Paulo: Companhia das Letras, c1994.
JODIDIO, Phillip.  Contemporary American Architects. Koln: Taschen, c1994.
MEYHOFER, Dirk. Contemporary Japanese architects. Koln: Taschen, c1994.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Eduardo e Mariana


Berlin Chair

Fases da Montagem do Objeto

Escolha do material: Tínhamos que escolher um material que se assemelhasse ao recomendado pelo próprio Gerrit Rietveld no livro em que ele dá as instruções de montagem das peças, acabamos por escolher o MDF de 1.5cm de espessura. Acabamos por adaptar o material, pois o descrito pelo arquiteto é uma espécie de compensado mais espesso porém com um acabamento menos caprichoso.



Medição e Marcação da Madeira






















Montagem da peça para teste




Desmontagem para pintura


























Pintura

































Montagem Final































Enfim está pronta........



















































Apropriação pelos colegas de classe




quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Eduardo e Mariana

Percepções do grupo sobre o Conjunto JK

As percepções do grupo serão expressas por meio de um diálogo fictício criado por nós para exemplificar as opiniões surgidas durante a visita ao edifício. As quatro pessoas que aparecem no diálogo também são fictícias e são elas: Carla, Poliana, Vanessa e Néria.

Diálogo:


Na faculdade, quando recebemos a notícia de onde seria o nosso trabalho...

P: Nossa!!!O nosso TI esse período vai ser no JK??? Que horror!!! Meus pais não vão gostar nada de saber que vou ter que entrar lá...
C: Uai, porque Poliana???
P: Carla, você não sabe que o prédio tem fama de abrigar maus elementos e pessoas de más condutas e índoles?
C: Saber eu sei né Poliana...mas acho que são só comentários infelizes sobre o lugar, eu acho lá até bacaninha.

Já no JK...

C: Vanessa, o que você achou do conjunto?
V: Ah Carla, eu gostei, pelo menos por fora ele parece organizadinho e vemos que ele está em processo de restauração das esquadrias, olha só...
C: É bacana né, preservar um edifício tão importante pra história de BH...Eu gostei, acho que os comentários infelizes sobre o edifício são muito mal colocados.

Entrando no edifício com a turma, percebemos as fisionomias das pessoas no hall de entrada ao se depararem com todas aquelas pessoas ali se ‘apropriando’, cada um a seu modo, da entrada do prédio onde moravam/trabalhavam.

...

N: Nossa, mas o prédio não ta precisando de uma restauração só nas esquadrias não, olha, tem um ‘buraco’ no forro do hall!

...

            Subindo aos apartamentos, percebemos o quão antigos são os elevadores do prédio e como eles são ‘estranhos’.É possível ver as lajes entre os pavimentos de dentro do elevador. Além do mais, nessa experiência pudemos ter contato com alguns moradores do edifício e percebemos o que eles sentem ao morar e trabalhar ali.

Relatos da professora.

            Estávamos eu e alguns alunos no elevador para conhecer um apartamento e comentávamos sobre o edifício, sua estrutura, sua história, sua beleza, sua data de construção e outras coisas mais, quando um senhor que estava no elevador conosco falou timidamente mas com um ar de orgulho:
 - Ele é de 60 (o conjunto) e foi projetado por Oscar Niemeyer.

...

Já em outro elevador, a ascensorista conversando conosco e nos ouvindo dizer como o prédio era bom, disse com um ar de desgosto e monotonia:
 - É, para quem vem aqui uma vez só é mesmo.
E eu, toda sem graça, disse-lhe:
 - Sim, é sim. Em termos de arquitetura ele é bom mesmo, mas quanto ao trabalho aqui, não posso opinar não é mesmo?!

...

            Mas de todas as opiniões que ouvimos, vemos e percebemos, a que mais nos marcou foi a necessidade que os moradores de lá têm de dizer que são pessoas boas, idôneas, honestas e direitas, muito devido aos fantasmas e lendas, que rondam o conjunto e constroem a ‘má fama’ que hoje ele possui.   

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Eduardo e Mariana




















Mariana veio pra capital 
e conheceu Eduardo no jornal

Eduardo foi trabalhar 
e lá estava Mariana tentando se empregar
Ele formou em jornalismo, mas sempre sonhou com fotografia,
Foi Mariana quem o ajudou a conseguir o que queria
Ela não sabia o que fazer 
antes de Eduardo conhecer
Foi com ele que o mundo se abriu 
e a publicidade surgiu

Mariana o cativou 
e na vida dele entrou
Eduardo se assustou 
e logo, logo noivou
De presente de casamento 
ganharam um bom apartamento
No Conjunto J.K. foram morar
Só que até então não se identificaram com o lugar

Ao marcar a data do casamento
Sonharam com um novo apartamento
Do J.K. não queriam mudar
Então decidiram reformar...